Robalos e companhia

Dezembro 05 2009

O EQUIPAMENTO DE SPINNING
 

Hoje em dia somos bombardeados com os mais diversos tipos de equipamentos, das mais diversas marcas e para diferentes preços… O essencial é optarmos por equipamentos adequados onde a qualidade, a comodidade, o conforto e a satisfação pessoal estejam subjacentes.

Somos nós que vamos pescar e não o dono da loja de pesca …

 
As canas
 

Cada vez se utiliza canas mais curtas e ligeiras. Comecei com canas de 3,60m e neste momento a fasquia é bem mais baixa. Dependendo do lugar e do gosto pessoal, poderia dizer que devem estar compreendidas entre os 2,10m e os 3,60m, possuir uma acção de ponteira ou ligeiramente parabólica.

 

De 2,10m a 2,40m para estuários, portos, rios, kayak’s e embarcações; e depois de 2,90m a 3,60m para zonas mais complicadas de pedra ou praias abertas de maior altura de onda. Se bem que o robalo se pesque “aos pés” às vezes é importante atingir maiores distâncias “atrás daquela onda” onde suspeitamos que o peixe possa estar, e porque também facilitam contornar as dificuldades morfológicas das nossas zonas, nomeadamente zonas de pedra, ou as chamadas “pedras ilhadas”que normalmente estão impregnadas de mexilhões e lapas que o robalo procura também para se defender e libertar. Estes metros ganham-se com canas mais compridas, incrementando-se assim a possibilidade de capturas por poder explorar mais mar.

 
A acção da cana:
 

A Acção de uma cana específica o local do corpo da cana onde se inicia a flexão, assim temos: S (slow), M (medium), MF (medium fast), F (fast), XF (extra fast). É o que vulgarmente chamamos de canas com acção de ponta, parabólicas ou semi-parabólicas.

 

Cast Weight (C.W.) ou Peso de Lançamento, determina o peso máximo e o peso mínimo que uma cana pode lançar. Normalmente confundimos estes parâmetros com a acção da cana quando dizemos que a acção da cana é de X a Y gramas. As amostras que todos utilizamos estão dentro destes pesos, por isso o rendimento das amostras na água maximiza-se com C.W. adequado e compreendido entre estes intervalos de peso, para além da cana trabalhar em óptimas condições.

 Uma cana que tenha uma acção compreendida entre as 10-45gr ou 20-50gr será a ideal

 
Os Carretos:
 

Podem variar o tamanho entre o 2.500 e 5.000. Outra característica muito importante é o “ratio”, ou melhor dito, a velocidade de enrolamento de linha, se o carreto for capaz de enrolar entre os 72cm e os 90cm por volta será o ideal para o spinning e para trabalhar as nossas amostras.

 

O resto é uma questão de gosto e o seu principal problema...o preço. Não é difícil reconhecê-los. Devem ser leves, cómodos, fiáveis e resistentes, pois irão ser sujeitos a esforços e sobretudo muitos lançamentos.

A minha opinião é que se opte por qualidade, sempre, e então no spinning nem se fala.

Às vezes pensamos que compramos um excelente carreto, mas o certo é que depois de umas maniveladas aquilo folga e desfaz-se tudo - e depois o custo é a dobrar.

 
Os Fios:
 

Poderemos utilizar monofilamentos ou multifilamentos. Actualmente estes últimos são genericamente os mais utilizados, ambos possuem vantagens e desvantagens. Resumidamente as diferenças mais notórias entre ambos são a elasticidade e a resistência à abrasão que é maior nos monofilamentos e reduzida nos multifilamentos; enquanto os multifilamentos revelam maior resistência a grandes cargas de rotura em diâmetros bem inferiores, proporcionando também maior sensibilidade ao tacto, o que favorece a nossa percepção do trabalhar da amostra.

 

Hoje em dia utiliza-se sobretudo o multifilamento directo ou também com um “leader” de monofilamento ou flúorcarbono por permitir melhor apresentação e invisibilidade, e também porque são fios mais resistentes à abrasão.

 
Os Wader:
 

Permite-nos pescar comodamente, resguardando-nos do frio e da água. Existem de neopreno e transpiráveis, de calcetins ou com botas já incorporadas normalmente com sola de feltro para evitar escorregar nas rochas.

 

Os transpiráveis possuem a vantagem de não te deixar transpirar e são mais leves que os de neopreno. Por isso fica ao gosto de cada um a escolha de um ou outro.

 
Os Fatos:
 

Os fatos de “Surf” são também uma boa opção para quem procura pedras “fora” e tem de nadar para as alcançar. Apresentam na minha opinião o inconveniente de reduzir os movimentos do pescador, já que numa sessão de pesca fazemos facilmente centenas deles.

Autor: Paulo Machado

www.pescacomamostras.net/

 

publicado por Brito Ribeiro às 18:19

Robalos e companhia pretende contribuir para uma maior divulgação da pesca desportiva nas suas várias modalidades, norteado pela responsabilidade e pela defesa de um património que, se não for devidamente protegido, corre o risco de desaparecer breve
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