Robalos e companhia

Fevereiro 11 2015

Nos 3 primeiros meses do ano, o robalo por norma, aproxima-se mais da costa para completar mais um ciclo do seu crescimento e desenvolvimento: o acasalamento e a desova.

Preferencialmente nos fundos de pedra e areia, fundos arenosos ou com laminárias que agora iniciam o seu crescimento atingindo o pico nos meses de verão.

robalos_cx (Medium).jpg

 

 Gosta das águas extremamente oxigenadas (águas brancas), onde caça habitualmente, nos fundões ou num palmo de água, ou esperando escondido que a corrente lhe traga a comida até à boca. Como predador por excelência que é, avalia sempre o rácio esforço – beneficio, não dispondo do primeiro em detrimento do segundo. É oportunista e astuto.

Caça mais frequentemente em mares mexidos, nas zonas de rebentação, em pedras ilhadas no rebojo oxigenado destas, prefere a descontinuidade do relevo marinho de pedra e rocha a fundos totalmente arenosos e planos.

A sua alimentação é muito abrangente e varia muito ao longo de uma época de pesca, como aliás todos sabem: "A amostra em função da época de pesca".

O robalo é um predador por excelência, e por conseguinte, aproveita todas as oportunidades: as correntes marinhas, a oxigenação das águas, a camuflagem, o movimento das areias, a pressão atmosférica, o período do dia, a influência da lua nas marés, a zona de rebentação das ondas, os fundões, as saídas de água doce, o ângulo solar e a refracção da luz, a turbidez das águas, enfim, tudo isto, o nosso amigo Robalo conhece e utiliza na perfeição em seu próprio beneficio, tendo como único objectivo capturar as suas presas. A sua voracidade impele-o a continuar a caçar.

Nestes meses, os robalos visitam mais frequentemente a costa, por isso se apanham grandes exemplares que normalmente não exigem muito do nosso equipamento, pois encontram-se mais debilitados fisicamente em virtude do período extenuante que tiveram ou ainda estão a ter: o acasalamento e a desova.

Nesta altura o seu comportamento é muito mais variável (como se não o fosse sempre!), e nós temos de ser muito mais criteriosos (temos de saber procurar os picos de maior actividade), pois é normal os machos não largarem as fêmeas para fecundarem as suas desovas, não ligando por isso, nada ás amostras ou iscas.

Mas, rapidamente e avidamente procurarão recuperar energias… talvez tenha chegado então o momento de nós também mudarmos a nossa estratégia para os capturarmos, sobretudo agora que os grandes exemplares estão mais facilmente ao alcance das nossas amostras.

 

Texto adaptado do site pescacomamostras.com

publicado por Brito Ribeiro às 16:34

Robalos e companhia pretende contribuir para uma maior divulgação da pesca desportiva nas suas várias modalidades, norteado pela responsabilidade e pela defesa de um património que, se não for devidamente protegido, corre o risco de desaparecer breve
mais sobre mim
Fevereiro 2015
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
12
13

15
17
18
19
20
21

24
25
26
27
28


pesquisar
 
subscrever feeds
blogs SAPO