Robalos e companhia

Agosto 28 2014
publicado por Brito Ribeiro às 10:31

Agosto 28 2014
publicado por Brito Ribeiro às 10:00

Agosto 28 2014
publicado por Brito Ribeiro às 09:59

Agosto 02 2014

Encontrei este artigo no site http://www.apesca.pt/pesca-surf-casting-praia/, excelente para quem se quer aventurar no surf casting. Depois de algumas (pequenas) adaptações decidi publicá-lo.

 

Como o nome indica, esta técnica é praticada na praia, tanto de costa arenosa e planas, ou mistas com areia e pedras baixas.

O SurfCasting é sem dúvida a prática de pesca mais comum no nosso País em águas salgadas. Devendo-se à larga extensão da nossa costa e aos inúmeros pesqueiros nela presentes, assim como, se tratar de uma pratica muito acessível, tanto em termos técnicos como económicos para um iniciante.

 

MATERIAL

 

1 - Cana

 Cana SurfCasting

Cana de 4,5 mt acção 100g/200g

Para praticar SurfCasting é conveniente uma cana de tamanho igual ou superior a 4 metros, pois estando a pescar na horizontal convêm que a linha passe por cima das vagas, para que estas não arrastem a nossa linha para a margem. Um factor bastante importante é a ação da cana, este valor será a capacidade de arremesso da cana, penso que uma com acção de 100g/200g será bastante aceitável.

Outras considerações a ter em conta são a resistência, o material de fabrico (Fibra de vidro ou Carbono) e a facilidade de a transportar (Dimensões da cana fechada).

 

2 - Carreto 

Carreto SurfCasting

Carreto Shimano Super Ultegra 10000

O carreto será a mais importante na escolha do material. Este deverá ter uma boa capacidade de linha, uma recuperação (ratio 4.9:1 para baixo) não muito rápida, pois com o peso exercido na linha da chumbada, mais a força do peixe, torna-se mais fácil trabalhar o peixe, por conseguinte, mais seguro. 

Outras considerações a ter, são o material de fabrico (Plástico, Aço, Alumínio etc.), o número de rolamentos, se tem alguma bobine extra, uma boa manivela etc..

Nota:

Sobre a bobine, para além de uma boa capacidade de linha, dê preferência aos modelos cónicos na prática de Surfcasting, pois, este tipo de bobine ajuda a saída de linha no lançamento, desta forma conseguirá lançamentos mais longos.

 

3 - Linha

Uma vez que vamos pescar com chumbo pesado e as condições adversas como desgaste pela salitre, assim como o raspar da linha na areia, devemos ter uma boa linha, de forma a que esta não ceda quando mais precisamos dela.

Será adequado qualquer tipo de linha monofilamento de diâmetro não inferior a 0.30mm, podendo ir até 0.60mm. O mais usual é um diametro de 0,40mm para fundos de areia e 0,45mm para fundos de pedra ou mistos. Caso pretenda adquirir linhas multifilamento será adequado diâmetros entre o 0.20mm e o 0,25mm.

 

4 - Anzóis / Acessórios

Para a prática de SurfCasting dou preferência aos anzóis de argola em vez dos de partilha; o motivo desta escolha, é apenas por ser mais rápido e fácil o empate do anzol. Recomendo o NÓ PALOMAR para o empate do anzol e de destorcedores; este nó é muito versátil , tem uma rápida execução e é muito seguro.

Nó Palomar

Existem muitas marcas e modelos de anzóis no mercado, mas a escolha dos anzóis deve ser adequada ao isco que vamos usar e ao peixe que tencionamos capturar. Deve-se escolher anzóis de cor ESCURA  para iscar VERMES  e anzóis Prateados para a sardinha. Uma boa maneira de conhecer melhor a oferta disponível é perguntar numa loja de pesca, quais as soluções disponíveis para o SurfCasting.

Acessórios como destorcedores devem ser adequados à linha que estamos a usar e ao peixe a capturar.

Nota: Adquira anzois e destorcedores da melhor qualidade porque acaba sempre por compensar, mesmo sendo um pouco mais caros são mais duraveis e principalmente, mais fiaveis.

 

5 - Chumbo SurfCasting

A escolha do chumbo a usar deve tomada em relação ao pesqueiro, condições marítimas e atmosféricas. 

Chumbo Surfcasting

Pessoalmente para a prática de SurfCasting uso pesos entre 120g a 200g. Devemos também considerar a forma da chumbada, este fator importante poderá ajudar nos lançamentos, estabilizar o chumbo na areia, ajudar a correr a linha pelos canais .

São as chumbadas o elemento que mais influencia diretamente o peso que levamos para a praia. É muito bom levar muitas, porque podemos escolher, mas também pode ser um problema, devido ao excesso de peso a transportar.

 

6 - Suporte para cana de pesca 

Como vamos estar a pescar algumas horas e possivelmente com mais que uma cana, será conveniente um ferro para suporte da cana. Podem ser de ferro, alumínio e inox, sendo estes últimos os melhores, assim como os mais pesados! Dê preferência a ferros mais altos, pois para fixar na areia será mais fácil , assim como ajudar a passar a linha por cima das vagas.

 

7 - O Pesqueiro

O sucesso de uma pescaria recai muitas vezes na escolha do pesqueiro,  não será suficiente conhecer a técnica assim como ter um bom material. Se onde estivermos a pescar não existirem as condições necessárias e o local não alojar alimento para a vida marinha dos peixes que pretendermos capturar, todos os esforços serão em vão!

Devido a este factor crucial, é indispensável saber fazer uma leitura da praia onde tencionamos pescar. Factores como a rebentação das onda, direcção do vento, da corrente, estado da maré, etc.. 

Cabe ao pescador compreender o funcionamento dos elementos naturais e a sua influência nas praias, assim como nos peixes.

A costa Atlântica é fustigada continuamente por ventos e fortes correntes que podem alterar o fundo costeiro de grandes áreas em apenas alguns ciclos de maré (Preia-mar - Baixa-mar); devido a esta variante, não devemos excluir das nossas pesquisas os pesqueiros onde habitualmente não temos êxito, pois poderão vir a tornar-se no nosso melhor pesqueiro, para tal, devemos fazer sempre uma Leitura do Pesqueiro.

 

8 - A Leitura do Pesqueiro

Fazer uma leitura correcta da costa e suas variáveis, requer muita dedicação por parte do pescador. Reconhecer e saber analisar os movimentos das areias, este é um dos principais segredos do SurfCasting! O Mar deve ser analisado de preferência durante a Baixa-Mar, proporcionando então, uma melhor leitura dos fundos (localização de coroas de areia, fundões, rochas povoadas por possíveis alimentos, etc.). Será necessário muitas visitas à praia para reconhecer com exactidão o melhor sítio para pescar.

Falaremos abaixo de alguns destes factores, que deve ter em conta, ao fazer a leitura do pesqueiro.

 

9 - Profundidade

Localizar as zonas mais profundas dentro da nossa zona de alcance, será sem duvida um dos nossos melhores princípios. Estas depressões permitem a passagem continua de espécies predadoras, que procuram activamente peixes menores que se concentram nessas áreas. A vantagem destas zonas é realçada mesmo na Baixa-mar, pois continua a manter profundidade para sustentar a vida marinha. Esta vantagem, juntamente com a maior profundidade na preia-mar, proporciona um óptimo ponto de encontro dos maiores predadores, que são atraídos pelas espécies ai presentes.

Uma das formas mais práticas e fáceis de localizar as zonas mais profundas é fazer a leitura dos intervalos da quebra de ondas na costa. Na região do Atlântico, as ondas de origem oceânica, geralmente resultam na geração de grupos compostos de três ondas sucessivas e distintas. Esta cadência nas ondas que chegam até à costa será abrandada na proporção da profundidade da área costeira onde elas chegam. Podendo assim determinar, sem conhecer previamente o local a sua profundidade. 

praias pouco profundas

Menor intervalo de tempo entre ondas

 

praias profundas

Maior intervalo de tempo entre ondas

 

10 - Pontões de areia

Estas zonas produzidas pela sedimentação natural, permite-nos ir mais fundo no mar, mesmo quando as áreas circundantes são inundadas. Tornando-se deste modo, óptimos pesqueiros, possibilitando o ganho de alguns metros no lançamento. 

pontões de areia

 

11 - Mais sobre o pesqueiro

São imensas as análises que devemos fazer enquanto procuramos um pesqueiro para a prática da pesca SurfCasting, devemos procurar alterações no fundo do pesqueiro como zonas de pedra, coroas de areia, canais etc. Estes sítios alojam muita vida marítima, proporcionando desta forma óptimos pesqueiros.

Reconhecer estas zonas não será nada fácil, mas com prática, muita observação e muito treino conseguirá distinguir um Bom Pesqueiro. Lembre-se que a praia tem a sua própria vida e o sítio onde não costuma ser bom, pode muito bem tornar-se no sítio onde poderá ter a sua maior Alegria.

 

12 - A Maré

A maré será também um factor a levar em conta, conforme a maré vai subindo ou descendo altera-se o local de pesca ,devendo deste modo estar sempre atento a esta condicionante.

As duas últimas horas da subida e as duas/três do princípio da descida, parecem ser na maior parte dos casos, a melhor altura para se praticar a pesca de SurfCasting.

 

13 - Montagens / Estralhos / Aparelhos SurfCasting

As montagens podem ser uma verdadeira arma secreta, com elas podemos explorar melhor o nosso pesqueiro. Habitualmente usam-se montagens/estralhos pequenos em alturas de mar agitado e Montagens/estralhos grandes em alturas de mar calmo. Ao construir o aparelho, devemos ter em conta o tipo de peixe pretendido, tipo de relevo do mar, condições atmosféricas e marítimas.

Existem uma variedade imensa de Montagens/Estralhos para SurfCasting. Para a construção destas verdadeiras maravilhas, podemos usar diversos tipos de anzóis , linha, destorcedores, pérolas, flutuadores, etc.

Seguem abaixo alguns exemplos de montagens: 

 

Esta montagem, permite o pescador trabalhar várias profundidades, utilizar vários tipos de iscos e evitar os caranguejos.

Podem ser efectuadas várias variações desta montagem, podemos acrescentar mais anzóis, adicionar flutuadores, missangas, etc. Alterações como acrescentar um tenso, junto ao chumbo, permite explorar peixes que se alimentam nos fundos.

Habitualmente este tipo de esquemas de montagens, indicam as medidas das suas partes, mas as dimensões dos elementos da montagem devem ser estudadas e aperfeiçoadas pelo pescador, tendo em conta factores como tamanho da cana, altura do pescador, tipo de lançamento etc. No limite, pode-se dizer que um estralho para mar muito agitado pode ter 30cm e uma rabeira pode chegar a ter 4 metros ou mais.

 

 

Esta montagem é utilizada quando existem correntes laterais, fazendo com que esta fique esticada, de maneira a que não se enrole e trabalhe no seu total comprimento. Estas montagens podem atingir vários metros e por isso, em situações com ventos fortes, não é indicado utilizar este tipo de aparelho.

 

Mais Exemplos de montagens para Pesca SurfCasting:

 

 

 

 

 

 

publicado por Brito Ribeiro às 09:30

Robalos e companhia pretende contribuir para uma maior divulgação da pesca desportiva nas suas várias modalidades, norteado pela responsabilidade e pela defesa de um património que, se não for devidamente protegido, corre o risco de desaparecer breve
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