Robalos e companhia

Agosto 25 2009

A água é um dos factores mais importantes para a vida Humana, se não o mais importante, para a sua sobrevivência. Sendo a água tão importante para o homem, era de esperar que os oceanos e os mares fossem alvo de uma atenção e protecção constante, para a sua preservação e manutenção de pureza e vitalidade.

Este é de facto o raciocínio mais lógico que se pode ter, mas, é totalmente o oposto ao que acontece. Na realidade os oceanos são alvo de toda a espécie de agressão, que põem em causa a sobrevivência de todos os seres vivos, quer seja de uma forma directa ou indirecta.
As principais formas de poluição dos oceanos enquadram-se dentro de dois grandes grupos: a poluição química e a poluição orgânica.
Dentro da poluição química destacam-se os derrames de crude, os resíduos nucleares, a extracção de recursos do subsolo, as descargas de produtos tóxicos industriais, a contaminação das águas através do uso excessivo de fertilizantes e pesticidas e ainda uma infinidade de outras formas menos abundantes, mas não menos perigosas.
Por outro lado a poluição orgânica dos oceanos faz-se sentir essencialmente pelos esgotos fluviais, escoamento das águas urbanas e destruição de bactérias que decompõem os detritos orgânicos.
 
 
Com um panorama tão negro a nível mundial poder-se-á pensar que o homem nunca teve em conta a questão ambiental e que sempre colocou a sua ambição desmedida acima da sua sobrevivência e da sobrevivência das gerações futuras. Mas nem sempre foi assim. Não é por acaso que o despertar da poluição em grande escala teve início durante o processo de industrialização e explosão demográfica que deu origem aos grandes aglomerados urbanos (cidades), que provocam imensa poluição. Por conseguinte, o aumento dos níveis de poluição mundial teve como consequência a degradação do planeta que habitamos e das suas infra-estruturas.
Tendo o planeta em geral e os oceanos, em particular, (porque é este o destino final de todos os detritos) atingido os limites suportáveis de poluição, têm sido feitas inúmeras campanhas de sensibilização e tomadas medidas internacionais para proteger os oceanos e toda a sua riqueza.
Todas estas medidas são indispensáveis, mas não são ainda suficientes para que os oceanos recuperem das agressões sofridas ao longo das últimas décadas.
E para recuperar destas agressões é necessário cessar todo o tipo de poluição, de que os oceanos são alvo, para que a natureza se encarregue de fazer aquilo que tão bem faz e que é transformar e incorporar no seu ciclo todos os produtos até agora despejados no seu seio. Mas todo este processo é demorado e muito lento, pelo que é necessário uma ajuda da mão humana.
E porque não colocar toda a capacidade humana e todos os seus avanços tecnológicos até agora conseguidos ao serviço do ambiente e ajudar a mãe natureza a sarar as suas feridas. É uma causa que merece um total apoio, não só financeiro mas também comunitário.
É preciso tomar consciência que uma recuperação dos oceanos, não pode significar um regresso à estaca zero, poluindo e despejando tudo o que nos é prescindível nos oceanos.
Gostaria ainda de salientar que a sobrevivência da espécie humana e de inúmeras espécies vivas a médio e longo prazo, passa por uma política de racionalização e protecção dos recursos ambientais.
 
 
Os oceanos e os mares, representando 97% da água da Terra, tem um papel fundamental no ciclo hidrológico, actuam como reguladores da temperatura do globo e são uma fonte muito diversificada de recursos (piscícolas, minerais e energéticos). Mas estes recursos estão em risco e a principal razão é o facto de o Homem tratar os oceanos como um imenso esgoto, capaz de absorver indefinidamente toda a espécie de resíduos e utilizar os recursos marinhos como estes fossem inesgotáveis.
 
Recursos dos Oceanos
 
Combustíveis fósseis
 Aproximadamente 20% do abastecimento mundial de petróleo provém do leito oceânico. As reservas estão a diminuir e podem esgotar-se completamente dentro de 50 anos. Para dar resposta à procura ininterrupta terão, sem dúvida, de ser exploradas as reservas das águas mais profundas.
 
Nódulos de Manganês
No leito oceânico encontram-se biliões de toneladas de nódulos de manganês - pequenas protuberâncias em forma de batata, ricas em metais valiosos. Esses nódulos foram descobertos na década de 1870 mas só em 1950 os cientistas se interessaram em proceder à sua extracção com fins comerciais.
 
Extracção de Sal
Cerca de 6 milhões de toneladas de sal são extraídas do mar todos os anos. Em países quentes, tais como os da Ásia, todos os que rodeiam o Mediterrâneo, e também em Portugal, a água do mar é canalizada para recipientes pouco profundos junto à costa. O calor do Sol evapora a água e deixa o sal depositado no fundo.
 
Energia Solar
A energia solar é armazenada na atmosfera terrestre e nos oceanos. Alimenta ventos, ondas e correntes, potenciais fontes de energia renovável e não poluente. Cerca de 3/4 da energia solar que chega à Terra é absorvida pelos oceanos.
 
Biológicos
Incluem os bancos de pesca naturais e a cultura em cativeiro de espécies marítimas, tais como o robalo, a dourada ou o salmão. Os cientistas procuram descobrir novas fontes alimentares que possam ser exploradas no futuro, tais como as algas marinhas, o krill e os peixes de grande profundidade.
 
O Homem explora já muitos dos recursos existentes nos oceanos. Alguns destes recursos são renováveis, isto é, podem ser substituídos, enquanto outros são finitos, como os combustíveis fosseis.
O peixe, por exemplo, tem sido uma importante fonte de alimento durante milhares de anos.
Mas só continuaremos a dispor de peixe em quantidade suficiente no futuro se as reservas forem adequadamente geridas e se proibir a sua captura excessiva.
Para salvaguarda da utilização futura dos oceanos, temos de salvaguardar o futuro dos próprios oceanos. O futuro depende da nossa capacidade de mantermos os oceanos limpos e de boa saúde.
publicado por Brito Ribeiro às 12:47

Robalos e companhia pretende contribuir para uma maior divulgação da pesca desportiva nas suas várias modalidades, norteado pela responsabilidade e pela defesa de um património que, se não for devidamente protegido, corre o risco de desaparecer breve
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